sábado, 28 de agosto de 2010

Vida Real

Por Juliana Portella

Fui pra cadeia assistir filme que conta a história do Comando Vermelho

A Secretaria de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu deu início ao Cineclube Carceragem na última sexta-feira, com a exibição do filme "400 contra um – a história do crime organizado", na 52a DP, no Centro da cidade. O delegado Orlando Zaccone, diretor de todas as carceragens do estado do Rio de Janeiro, prestigiou o evento. O roteirista do filme, jornalista Júlio Ludemir aproveitou a cinebiografia de William da Silva Lima para libertar o livro “O Bandido da Chacrete”, que conta a história de Paulo César Chaves, um dos últimos remanescentes da geração que fundou o Comando Vermelho, tema do filme.

Há 380 homens detidos na 52a DP, sendo 130 do Comando Vermelho. A vida de William da Silva Lima e seus companheiros chamou atenção dos presos. Nas cenas mais marcantes, o cochicho dos espectadores era inevitável. Entre comentários e risos sem repressão alguma, os presos vibravam com as histórias de assaltos a bancos, fugas, greves de fome e a solitária (área da cadeia em que os presos tidos como insubordinados são mantidos). As cenas do filme personificam momentos vividos pela maioria dos presos que o assistiam. O que tornou o momento emocionante.

O título do filme faz referência ao cerco de 400 policiais ao Conjunto dos Bancários, na Ilha do Governador, no início da década de 1980. Esse cerco, que durante 12 horas parou a cidade, tinha como objetivo prender José Jorge Saldanha, vulgo Zé Bigode, assaltante de banco que também integrou a primeira geração do Comando Vermelho, até aquele momento mais conhecido como Falange Vermelha. Daí o nome: 400 contra um.

O filme mostra que o crime organizado de hoje não surgiu da noite para o dia. E foi por essa razão que o delegado Orlando Zaccone apoiu a exibição do filme pela segunda vez em uma carceragem da Polinter (a primeira foi na semana passada, em Neves, em São Gonçalo). “É sempre bom conhecer a história do nosso país, história de um sistema prisional cruel, que ainda faz parte da realidade deles“, diz Orlando Zaccone, que durante criou o projeto “Carceragem Cidadã” no período em que chefiou a delegacia de Nova Iguaçu. O projeto oferece atividades educacionais, culturais e de cidadania, dentre as quais se destacam a criação de uma urna para que os presos possam votar e um programa de alfabetização.

Julio Ludemir negou que o filme faça apologia ao crime, uma das acusações feitas com mais frequência ao filme dirigido por Caco de Souza. “Estamos tratando de uma realidade histórica. Negar isso é ditatorial. Para entender o crime organizado de hoje é necessário dar essa volta ao passado”, afirma Ludemir.


Atenção coletivo, a liberdade chamou.

A avidez pela liberdade é, sem dúvida alguma, o sentimento mais corriqueiro na carceragem. Durante o cinema improvisado, a liberdade chamou dois companheiros. Um condenado por assalto à mão armada e outro por tráfico de drogas foram soltos naquela noite de sexta-feira.


O canto da liberdade é costume neste momento em que algum detento é solto. Todo o coletivo canta um hino que é próprio à pena em que o preso pagou. Além do canto existem outros costumes que são comuns aquela galeria. A oração de meia-noite, o silêncio do luto e o culto a Rogério Lemgruber, também conhecido como o general. É o que nos conta o detento 2.L, 24 anos, que está na sua segunda passagem pela carceragem. “O que vimos no filme não é só ficção, é vida real”, diz ele, que na primeira passagem respondeu por um assalto à mão armada e agora aguarda julgamento por um assassinato que cometeu

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

VOTANEU

Por Juliana Portella

Ontem começou a propaganda eleitoral no rádio e na tevê. Lógico que mesmo sem querer a gente acaba assistindo. Como se não bastasse a obrigatoriedade em votar que teremos daqui há cerca de quarenta e cinco dias, ainda temos que ouvir esse bando de mentirosos prometendo o céu e a terra. E, mais que isso, perólas de alguns candidatos a deputado federais e estaduais. Enquanto escrevo esse texto, aqui na Secretaria de Comunicação, na Prefeitura de Belford Roxo, acabei de ouvir de um candidato que eu nem me dei o trabalho de guardar o nome, que ele trabalhará em Prol da CIDADE da Baixada Fluminense, mas oras, a Baixada Fluminense não é uma cidade caramba, é uma região. Isso até que foi uma gafe miúda perto da presidenciável Dilma, que em entrevista ao Jornal Nacional disse que o governo investiu mais de R$ 270 milhões no saneamento da Rocinha, mas segundo dados do governo do Rio, gasto é de R$ 80 milhões. E, sem dúvidas, existem outras gafes que são muito comuns. A galera do CQC outro dia foi no Palácio do Planaldo realizar uma entrevista com deputados e a maioria dos entrevistados não sabiam o que era ENEM. O Famoso Exame Nacional do ensino Médio. Os caras nem sequer leêm jornal, né?! REVOLTANTE.

sábado, 26 de junho de 2010

Cultura, um termo reacionário?

Por Juliana Portella


                       Não podemos dar início a um trabalho de cultura, sem antes mencionar a essência desse termo. E, mais que isso, buscar raízes dentro do conceito de humanidade. Toda cultura, resulta do esforço do homem na construção de sua própria existência. O termo cultura é amplo, mas está limitado ao que diz respeito ao homem.
                     Tendo como base o texto de Leroi Gourthan, que estuda as relações entre a sociedade animal e a sociedade humana, vamos entender o que é humano. O que nos diferencia dos outros animais. 

                  Leroi Gourthan, afirma que, em nenhuma fase de sua evolução, o homem esteve dependente apenas do orgânico ou do instintivo. Gouhan eleva a importância do agrupamento social, que é mantido através de um suporte de tradições que é social, animal e humano. Em outras palavras, Gourhan evidencia que nosso comportamento depende no nosso meio, de onde estamos, da comunidade. Ao viver com lobos, qualquer ser humano pode adquirir comportamentos socias dos lobos, por exemplo.

                Neste primeiro momento, podemos concluir então, que cultura, no sentido amplo, é tudo que o homem faz, seja uma produção material ou espiritual, seja pensamento ou ação, só tem que ser humano.


Cultura numa abordagem antropológica
                  Atualmente, o termo cultura é considerado como produção intelectual. Dizem: “João é culto, lê muito”. Ou, “Fulano é inculto, parou de estudar”. Geralmente é considerado inculto aquele que não sabe, que não está inserido no saber da maioria, da elite. No entanto, essa perspectiva de cultura está distorcida já que a antropologia diz que cultura é modo de vida, subjetividade humana.

                  O termo cultura, do latim, significa cultivar. É um conceito criado para designar a identidade própria de um grupo humano em um território determinado conjunto de manifestações humanas.

                  Evidentemente, como não vivemos em uma sociedade homogênea, qualquer produção cultural está sujeita a variações. A cultura é dinâmica.


... pode ser que nas particularidades culturais dos povos – nas suas esquisitices – sejam encontradas algumas das revelações mais instrutivas sobre o que é genericamente humano. E a principal contribuição da ciência antropológica à construção – ou reconstrução – de um conceito do homem pode então repousar no fato de nos mostrar como encontrá-las. (GEERTZ, A interpretação das culturas)

                Geertz salienta que, a cultura não deve ser vista somente como um padrão concreto de comportamento e sim como um conjunto de mecanismo de controle – planos, receitas, regras e instruções.
 Cultura, uma arma de controle?

                   Dentro deste tema tão amplo estudado, é importante reconhecer os riscos da manipulação cultural. Começamos a tratar agora de uma cultura imposta, que vem de cima para baixo, com intuito de dominação.

                   Como sistemas entrelaçados de signos interpretáveis (o que eu poderia chamar de símbolos, ignorando as utilizações provinciais), a cultura não é um poder, algo ao qual podem ser atribuídos casualmente os acontecimentos sociais, os comportamentos, as instituições ou os processos; ela é um contexto, algo dentro do qual eles podem ser descritos de forma inteligível – isto é, descritos com densidade.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Pelada Sagrada

Cabuçu ainda mantém a tradição do futebol de várzea

Por Juliana Portella



Na estrada que liga o bairro de Cabuçu ao município de Queimados, a Av. Severino Pereira, há um campo de futebol onde a rapaziada se reúne todos os domingos para bater aquela “bolinha”. É o Campo da Beira-Rio. A primeira pelada começa às sete horas da manhã, logo depois da oração puxada por Seu Souza, de 47 anos. Souza alia as funções de jogador com a de presidente do Boêmio, clube fundado em 1922. O adversário do último domingo foi o Botafoguinho, um de seus mais tradicionais rivais.


O time do Boêmio exige um requisito dos seus atletas: ter mais de trinta anos. Todos os seus atletas são moradores do bairro. Seu diretor, o Pedrão, chega querendo ser entrevistado, e dá a notícia, muito animado, de que, no dia 16 de maio, seu time vai jogar em Minas Gerais, na cidade de Belmonte. Embora seja bem mais novo que o Botafoguinho, que existe há 33 anos, o Boêmio não perde para o rival há três peladas. O presidente do Botafoguinho é o ex-goleiro Mário, de 59 anos. Apesar do nome, o Botafoguinho aceita vascaínos, tricolores e até mesmo flamenguistas.

A pelada começou onde hoje funciona o Ciep – 075. Desde aquela época, os rachas eram prestigiados por torcedores. Eles costumam acompanhar as peladas sentados em banquinhos protegidos pela sombra. Um dos torcedores mais fiéis é Gustavo, de apenas 10 anos. Ele vai ver o pai, o zagueiro Miguel. Apaixonado por futebol, o menino não reclama de acordar cedo no domingo. "Quando crescer quero ser jogador de futebol", diz Gustavo, com um sorriso no rosto.

Pelé de Cabuçu


Um dos craques da pelada é o atacante João André, que há 16 anos defende as cores do Botafoguinho. Com 40 anos, esse operário da construção civil é mais conhecido como Pelé. "Até minha esposa me chama assim", diz ele. Seu sonho de menino era se tornar jogador de futebol, mas não teve oportunidades de treinar em um clube profissional. Ele não perde uma pelada aos domingos.





Tão sagrada quanto a oração que a precede é a cervejinha compartilhada quando a pelada acaba., no bar em frente ao campo. "A gente fica aqui até a hora do almoço", conta Souza, o presidente do Boêmio. Duas vezes ao mês essa cervejinha se estende tarde a fora, enquanto os peladeiros assam uma carne. Tipicamente masculino, o programa dominical só conta com presença feminina nas comemorações de fim de ano. "Aí a gente chama a família e vai para um sítio em Jardim Laranjeiras", diz Mário.


Além da presença da família, as peladas de fim de ano mobilizam um número bem maior de jogadores. É que nesses ocasiões eles disputam uma espécie de campeonato, onde o time perdedor arca com as todas as despesas do churrasco de fim de ano.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Malabarismo Econômico na Baixada

Colocando laje em casa de uma maneira divertida e econômica

Por Juliana Portella

                       Existe uma maneira bem divertida e econômica de se colocar laje em casa. É muito comum em construções na região da Baixada Fluminense. Se faz um prato especial e toda a vizinhança trabalha e se diverte. Mas a história que hoje eu conto pra vocês foi um episódio inusitado, que aconteceu na casa da Márcia Cristina dos Santos, moradora do bairro de Cabuçu, Nova iguaçu. Num momento de dificuldades financeiras, o telhado da casa começou a apresentar problemas e a família resolveu colocar laje. O padrasto de Márcia fez um malabarismo econômico e comprou o material na loja de construção na vizinhança, antes de chamar os amigos que ajudariam a virar o concreto.
                        No dia de bater a laje, sua irmã mais velha fez uma feijoada para a rapaziada que iria trabalhar o dia inteiro. Eram cerca de 10 homens. O grupo era animado e trabalhador, mas a fama da feijoada da irmã dava mais disposição a eles. Todos sonhavam com aquela suculenta feijoada no final de um duro dia de trabalho. Os primeiros sinais de quem nem tudo ia sair conforme o planejado caíram do céu, juntamente com as gotas de uma chuva inesperada. Preocupados com os estragos da chuva, os homens acataram a idéia do chefe da laje. "Vamos forrar uma lona por cima do que já está pronto", anunciou ele, de cima do telhado. "A casa não é tão grande assim."
                 A rapaziada respirou aliviada quando a chuva passou, e retomou o trabalho. Mas quando os homens subiram para dar continuidade ao trabalho, a fome começou a perturbar o juízo do irmão de doze anos de Márcia. "Quando é que a gente vai comer aquela feijoada?", perguntava ele. Márcia pediu para que o menino aguardasse, mas ele, teimoso como uma mula, foi até o panelão pegar um pouco de feijoada. E desesperado de fome, ele esqueceu que a panela estava quente.
                Foi aí que a aguardada feijoada, com seus cheirosos pedaços de carne, lingüiça, orelha de porco, acompanhada não do arroz branco e farofa, mas do grito do menino. Não, o menino não se machucou, nem se queimou quando virou a panela. Mas, a feijoada, foi toda no chão. Que azar, ninguém mais saboreou a feijoada! E o coitado do menino, levou tanta bronca naquele dia que nunca mais se atreveu a teimar com suas irmãs. Com muita indignação, a irmã de Márcia teve que improvisar um macarrão, para aquele mutirão que trabalhara a manhã inteira. Márcia estava morrendo de vergonha quando serviu os pratos da rapaziada.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Meu bairro tem história

Por Juliana Portella

                     Conta-se que em Nova Iguaçu havia um engenho de beneficiamento de cana-de-açúcar, para a transformação em açúcar e aguardente. E que há muito tempo atrás, ali existia uma colméia de abelhas grandes pras bandas do rio Cabussu. Onde atualmente é o bairro de cabuçu, que fica lá pras bandas da estrada de Madureira. Daí o nome: Cabuçu. Abelha graúda. Cabuçu também é nome de cada uma de duas plantas da família das Poligonáceas, significando: arbusto de flores brancas e frutos de propriedades adstringentes e refrigerantes.
                         Conta-se também que a existência da avenida Santa Cruz, conhecida popularmente por “linha velha”, origina-se de um ramal da antiga estrada de ferro, com o percurso entre Austin e Santa Cruz, inaugurada no final do ano de 1858, a qual tinha uma parada na estação de Cabuçu. Depois da linha desativada, as terras da “estação” e seu entorno foram compradas da rede ferroviária e, seu novo proprietário, aproveitando as linhas arquitetônicas da construção, ergueu ali sua opulenta moradia.
                      Nos dias de hoje, imagine andar pelas ruas de Cabuçu sem encontrar paz, essa tranqüilidade tão singular a que os moradores estão habituados. Pois, voltando um pouco o tempo e focando-se em um conjunto habitacional que faz parte da paisagem urbana (visto que Cabuçu também é zona rural), encontraremos, nele, as casas em meio a multicores.
                       É o conjunto habitacional Mário Andreazza (aquele mesmo senhor das grandes obras públicas, como a rodovia Transamazônica, nos tempos da ditadura militar), conhecido popularmente como “conjunto inferninho colorido”.
                       Pois bem, o conjunto assim ficou conhecido porque as primeiras residências foram construídas com tijolos coloridos e porque em um dado momento de sua existência teve uma fase meio violenta. Aí o porquê do inferninho.
                       Quem conta melhor essa história é a jovem Keilla C. da Silva, moradora da rua Vera Lúcia, em seu meio. Keilla diz que o conjunto foi palco de muitas confusões, dentre elas uma em que um padre foi vítima de umas chineladas!
                     Tal fato ocorreu no final da década de 80, na mesma rua Vera Lúcia que, na época, não era iluminada. Por conseguinte, os moradores viviam receosos, principalmente pelo crescimento alarmante de um boato de que um saci-pererê rondava aquela região.
                     No conjunto, à noite, as ruas ficavam praticamente desertas. Criança alguma se atrevia a brincar fora de casa e adulto nenhum ficava “dando sopa”, pois acreditando ou não no Saci, era melhor não provocar tal imagem.
                 Aconteceu que numa noite de lua cheia a avó de Keilla molhava, quase em sobressalto, as plantas de seu quintal quando ouviu um barulho diferente. Pareciam passos fortes de alguém se aproximando. A avó de Keilla, num misto de medo e pavor, se aproximou do portão para ver o que vinha e, em sua certeza, viu o Saci! Então sem pensar duas vezes, tirou os chinelos e arremessou-os um a um de encontro ao vulto negro.
                    Não era o tal Saci. Que engano! Era o padre da região que havia perdido o salto do sapato e as tachinhas do solado ao se arrastarem pelo chão provocava um barulho diferente e um tanto assustador na noite.
                     Há quem acredite que o conjunto sofreu a maldição do padre. Há quem diga que a violência seja o legado dessa história e seus mistérios. O fato é que em “inferninho colorido”, padre branco, de preto não entra.
                    Seria essa uma explicação? Mas maldição e século XXI não se combinam muito e Cabuçu continua a caminhar tranqüilo e saudável.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Estudantes do IERP fazem da festa uma forma de mobilização

Por Juliana Portella


  Tudo começou na quinta-feira anterior ao carnaval. Os professores do quarto ano do turno da manhã do Instituto de Educação Rangel Pestana haviam faltado e um grupo de cerca de 30 alunos se reuniu ao som de um violão. A única pretensão do grupo era fazer o tempo passar, quando começaram a tocar e cantar canções de gosto duvidoso, como as de Tiririca e dos Mamonas Assassinas.
                     A ideia pegou e na semana seguinte houve uma edição especial, homenagenado o Dia Internacional da Mulher com músicas como "Florentina" e "Estúpido cupido". Empolgadas com a adesão dos estudantes, as lideranças do grêmio viram no evento uma possibilidade de ampliar o movimento e providenciaram microfone, amplificador e violão elétrico para ampliar o alcance da festa. Outra providência tomada foi a extensão do Música de Quinta para o intervalo dos outros turnos.
                  A performance de July Hana na terceira edição do Música de Quinta, que cantou "O último romântico", de Lulu Santos, deu um ar de seriedade àquela brincadeira. “Ela arrasou”, conta Aline Ramos, aluna do quarto ano do curso normal e tesoureira do grêmio estudantil. Também foi nesse dia que cantaram pela primeira vez o que está se tornando o hino do Música de Quinta: "Versos simples", de Chimarruts. “Toda vez alguém canta”, garante Aline. Foi num desses intervalos que a dupla Leonardo Cota e Vitor de Carvalho apresentaram o hino da campanha da chapa Ultrajovem, de autoria desse último. "A música serviu para contagiar a galera", conta Aline Ramos.

Comida

A adesão dos estudantes vem crescendo a cada dia e as lideranças do movimento secundarista viram no evento uma oportunidade para mobilizá-los para as ações sociais. “A participação dos jovens passa a ser de forma prazerosa e construtiva”, arrisca Antônio Carlos, aluno do segundo ano do curso normal. Um dos entusiastas do projeto, Antônio Carlos recorre à música Comida, do grupo Titãs, para explicar a importância do Música de Quinta. “A gente quer comida, diversão e arte”, cantarola. Para ele, o Música de Quinta é uma oportunidade não apenas para formar novas amizades, mas para que os estudantes respirem de um cotidiano intenso dentro das salas de aula. “Muitas coisas poderão ser conseguidas através da troca de idéias, que nascem através da musica. As aulas passam a ser até mais agradáveis depois dos nossos encontros musicais”, acredita.
                O sucesso do evento levou a turma 2 do quarto ano fez uma paródia de um antigo sucesso de Michael Jackson, que será cantada na próxima quinta-feira. "A paródia será usada na campanha de arrecadação de fundos para a nossa formatura", conta Aline Ramos. "Ajude a gente pra formatura, ajude a gente deposite aqui a sua ajuda", cantarola.