quarta-feira, 4 de maio de 2011

Falando Sério sobre a Baixada

Por Juliana Portella

O conhecido projeto entre estudantes normalistas da Cidade de Nova Iguaçu, o Fala Sério!, que é realizado toda quinta-feira no Sesc, sempre em dois horários, das 9h às 12h e das 14h às 17h, teve uma edição especial em comemoração ao aniversário da Baixada, celebrado dia 30 de abril. O que era pra ser uma exibição de filme acompanhada de debate foi um voo histórico com direito a debate de agitadores culturais e historiadores locais, sobre a contemporaneidade da região e suas potencialidades.
A estudante do curso normal no Instituto de Educação Rangel Pestana, Jéssica Teixeira, 19 anos, conta que o evento reúne muitos alunos desse segmento pela necessidade de horas de estágio, que são contadas através de atividades culturais como essa, mas que não é o seu caso. "Eu até já fechei minha carga horária e mesmo assim não perco uma edição do Fala Sério! Gosto muito dos filmes exibidos aqui. São filmes que sempre nos fazem pensar e depois ainda tem debate com algum profissional da área do tema abordado, onde podemos participar”, conta a futura professora, ansiosa para assistir aos filmes dessa edição especial.

Como de costume, antes da exibição dos curtas, a dupla de atores Elisabeth Pagu e Paixão Dias fizeram um esquete, desta vez contando um pouco da história da Baixada Fluminense e de Dom Adriano Hypólito, que foi bispo por muitos anos em Nova Iguaçu e um importante militante da luta pelos direitos humanos na região.

Em um segundo momento foram exibidos três filmes com enfoque histórico. O primeiro foi a animação “De Iguassu a Iguaçu”, produzido por alunos de uma oficina de animação do próprio Sesc. Em seguida foi a vez do “Um Voo Sobre a Baixada”, produzido pelo IPAHB (Instituto de Pesquisas Históricas e Análises Sociais da Baixada Fluminense), com imagens aéreas feitas pelo historiador Renato Kamp. Por fim, foi exibido um documentário da Diocese de Nova Iguaçu que contava sua trajetória através da história das igrejas da Região.

Para encerrar a maratona de filmes com chave de ouro, o último curta exibido foi o “Prazer, meu nome é Nova Iguaçu”, dirigido por Yasmin Thayná. Diferentemente dos filmes anteriores, que se baseavam numa viagem às riquezas históricas da região, incluindo quase sempre documentos antigos, ruínas e imagens religiosas, o filme da jovem cineasta mostrou uma Nova Iguaçu que poucos entendem como riqueza histórica. Com o objetivo de mostrar a cidade através de trabalhadores exercendo suas atividades, o filme foi gravado no Calçadão, onde funciona o shopping a céu aberto. As imagens capturadas no documentário reuniram personagens ilustres da cidade que fazem de seu cotidiano a história da região.

Yasmin Thayná, que é estudante de jornalismo, dividiu a mesa de debate com grandes nomess da História da Baixada, como o professor Guilherme Peres, do IPAHB, e o historiador Antonio Lacerda, do Centro de Formação de Líderes. Yasmin agitou a plateia de jovens estudantes iguaçuanos e mostrou que cultura em Nova Iguaçu vai além do Top Shopping.

A estudante Thaisa da Costa, 18, saiu do teatro animada com o que viu. " É legal ver alguém da minha idade e da minha cidade já envolvida em tantas coisas, com tantos objetivos de intervenção no mundo através da arte, da cultura."

Na próxima semana, o filme a ser exibido é "O Caminho das Nuvens" com Wagner Moura e direção de Vicente Amorim.

sábado, 30 de abril de 2011

Eu, cineasta ?

Por Juliana Portella

Estou tranbordando de entusiasmo com o novo curso de audiovisual que farei na Escola Livre de Cinema. Sempre admirei muito o trabalho da escola e como sou apaixonada por comunicação, resolvi participar do processo seletivo. Depois que a ELC passou a ser patrocinada pela Petrobrás e ter apoio  da UFF, todo mundo quer estudar lá. Inclusive eu que não sou  otária, né? Já que sou monitora de audivisual e jornal escolar no trabalho  com as  crianças, pensei: o curso perfeito é o de audiovisual para educadores. Fui aprovada.

Oras, se hoje existe o Youtube, blogs. facebook, fotologs etc,  porque não mergulhar nessa onda? Eu que já tenho um caso de amor com as palavras pretendo agora ter um caso com o audiovisual. As palavras não têm ciúmes e vão tão pouco se importar. Não preciso da ancine, nem tenho expectativas mercadológicas com cinema. A grande sacada de estudar sendo  educadora é porque dá pra multiplicar conhecimento. Agitar pensamentos. Criar possibilidades de intervenção da realidade. E isso não há dinheiro que compre.

Existe uma outra parada que é espetacular, mora em mim uma necessidade imensurável de devolver a credibilidade que depositaram em mim quando só tinha apenas  17 anos,  morava lá pros lados de Cabuçu, disseram que eu tinha nascido repórter. Olhá que loucura, mano. Eu, repórter?!  Já que eu tinha  os pais semi-analfabetos, tinha acabado de entrar para o Movimento Estudantil da minha Cidade,  uma vontade ímpar de mudar a realidade que me cercava e o miolo-mole  acreditei, né?! Foi quando virei  redatora do Minha Rua Tem História, depois colunista do Jovem Repórter. Hoje  repórter  do Cultura NI, correspondente do Viva Favela, editora do Planeta Paris, assessora de imprensa da @prefbelfordroxo, estudante de  Jornalismo na UFRRJ e uma escritora meia-boca, intrusona na área de webdocumentário que acredita que vai mudar o mundo através da educação. Preciso sentir o gostinho de dever  cumprido ao mostrar para meus alunos que o que tem dentro da casa deles, na comunidade e na escola pode virar um filme.





segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mínimos Detalhes



Por Juliana Portella

Nos seus cinco anos de atividades, a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu vem mudando a vida de jovens e crianças através do audiovisual. A Escola, que era mantida pela prefeitura desde o ano de 2006, passa a contar com um aliado de peso para dar continuidade a seus trabalhos. Através de recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (ICMS), a ELC ganha patrocínio da Petrobrás para dar continuidade ao sonho de investir na capacitação de crianças e jovens da periferia.
Palavra, corpo e território. É nessa trilogia que está focada a revolução no ensino audiovisual que propõe a Escola Livre de Cinema desde a sua formação, pelo cineasta, escritor e diretor Marcus Vinicius Faustini. A cada ano o ensino é baseado em uma metodologia. Em 2009, as produções basearam-se nos contos de Câmara Cascudo. Em 2010, os alunos tiveram o desafio de produzir um vídeo autorretrato, com apenas um minuto, sem poder mostrar o próprio rosto. Toda essa didática compõe a cena estética da escola . Este ano a metodologia é baseada na ficção. Sendo o cinema um retrato da realidade do mundo, com esse tema como principal, mundos inventados estão por vir.
Brincando de cinema, divertindo-se com a descoberta de um mundo faz de conta, cada menino e menina das turmas A ou B recebe atividades muito bem planejadas e com objetivos pré-estabelecidos. Na ELC, ninguém é detentor do saber e nenhum aluno receptáculo vazio. As crianças trazem experiências do seu território e através da troca constroem conhecimento. Não é à toa que o diretor metodológico da escola, Anderson Barnabé, se preocupa com os minímos detalhes desse processo de formação de conhecimento. "Nós monitores/mediadores passamos periodicamente por uma capacitação. Tudo que faz parte do planejamento é testado conosco", garante a mediadora Josy Antunes, que também é jovem repórter.
Todo esse cuidado faz parte do sistema de ensino da escola, que conta com o apoio de estudantes de cinema da UFF (Universidade Federal Fluminense), que contrubuem na criação de atividades lúdicas. Jogos cênicos, artes plásticas, literatura e exercícios corporais resultam no desenvolvimento intelectual e cultural de cada aluno. Para cada turma, existem dois mediadores para aplicar as atividades e trocar experiências. Um é aluno da UFF, e o outro é ex-aluno da ELC.
Josy Antunes faz parte dessa equipe de mediadores. Vale a pena lembrar que Josy, além de formação superior em Cinema pela Universidade Estácio de Sá e ex-aluna da ELC, tem formação em magistério. "Quando concluí o magistério eu fugi. Não queria dar aula, achava responsabilidade demais assumir uma turma de alunos. Hoje estou lecionando na Escola Livre de Cinema. Estou atuando nas minhas duas áreas de formação e estou muito feliz", conta Josy.


Visibilidade
Grandes ideias resultam em visibilidade. E a Escola Livre de Cinema é uma verdadeira fábrica de ideias e tem sido alvo de muito aplausos e holofotes. Quem diria que na Baixada Fluminense haveria uma escola de cinema gratuita e de qualidade? Muitos que não acreditam vem conferir. Na última semana, a equipe do Programa Hoje em Dia, da Rede Record, visitou a Escola.
Com fôlego renovado, ideias e câmeras nas mãos da garotada essa escola ainda vai ser modelo de ensino para o mundo, e Nova Iguaçu grande polo de produção audiovisual.
Quem quiser fazer parte do quadro de alunos terá que passar por um processo seletivo que tem sua primeira etapa no próximo sábado, dia 09 de abril. As inscrições estão abertas. Dublagem, Blognovela, Videoclipe para You Tube e Audiovisual para Educadores. São os cursos oferecidos para este ano. Mais informações pelo tel: 2886-3889 /2886-3502. A escola fica localizada na Rua Santos Filho, nº 87 - Miguel Couto

quinta-feira, 17 de março de 2011

Memória Inventada

Sobre Sucatas

Isto porque a gente foi criado em lugar onde não tinha brinquedo fabricado. Isto porque a gente havia que fabricar os nossos brinquedos: eram boizinhos de osso, bolas de meia, automóveis de lata. Também a gente fazia de conta que sapo é boi de cela e viajava de sapo. Outra era ouvir nas conchas as origens do mundo. Estranhei muito quando, mais tarde, precisei de morar na cidade. Na cidade, um dia, contei para minha mãe que vira na Praça um homem montado no cavalo de pedra a mostrar uma faca comprida para o alto. Minha mãe corrigiu que não era uma faca, era uma espada. E que o homem era um herói da nossa história. Claro que eu não tinha educação da cidade para saber que herói era um homem sentado num cavalo de pedra. Eles eram pessoas antigas da história que algum dia defenderam a Pátria. Para mim aqueles homens em cima da pedra eram sucata. Seriam sucata da história. Porque eu achava que uma vez no vento esses homens seriam como trastes, como qualquer pedaço de camisa nos ventos. O mundo era um pedaço complicado para o menino que viera da roça. Não vi nenhuma coisa mais bonita na cidade do que um passarinho. Vi que tudo que o homem fabrica vira sucata: bicicleta, avião, automóvel. Só o que não vira sucata é ave, árvore, rã, pedra. Até nave espacial vira sucata. Agora eu penso uma garça branca de brejo ser mais linda que uma nave espacial. Peço desculpas por cometer essa verdade.

Por Manoel de Barros

segunda-feira, 14 de março de 2011

Carnaval da pesada

Por Juliana Portella



Durante a festa do Rei Momo, enquanto carros alegóricos e fantasias alegravam a folia, enquanto a maioria das pessoas estavam em suas casas de veraneio nas regiões praieiras, brincando o carnaval nos blocos de rua do Centro do Rio ou curtindo um carnaval bairrista em sua Cidade, empilhadeiras, braços e pedreiros trabalhavam simultaneamente.
Ninguém pode negar que durante o carnaval tudo para. Repartições públicas e instituições de ensino, por exemplo, entram em recesso. Até comércios e serviços de bancos e casas lotéricas só voltam a funcionar a partir do meio dia da Quarta-feira de Cinzas. Carnaval é o período que todo mundo quer uma folguinha. Com exceção da Segurança Pública que garante a ordem do carnaval na rua, dos trabalhadores envolvidos na realização do desfile na Sapucaí e em festas de rua pelos bairros a fora e os vendedores ambulantes de bebida que abastecem os foliões, geralmente o restante dos brasileiros não trabalha. Com muita ênfase no "geralmente" porque, pelo Centro de Nova Iguaçu, mais precisamente nas obras da costrução dos novos edifícios que a cidade ganha, pude observar que as construções funcionam a todo vapor. Foram poucas as obras que pararam durante os quatro dias de folia.
Os prazos de entrega de imóveis precedidos de vendas que crescem a todo vapor aceleram o trabalho nos canteiros de obras. Durante a festa momesca muitos trabalhadores saiam no trio do carnaval da pesada. Bloco para essa galera só aquele de cimento.
O prazo da entrega da obra do Apart Hotel Sanmarino, localizada a avenida Dr. Mario Guimarães, próximo ao viaduto Padre João Mush, no Centro de Nova Iguaçu que está com data de entrega prevista para o final do mês de março anda a todo vapor.
Do engenheiro ao servente, ninguém parou. A construtora Novanil, responsável pela obra, não abriu mão de pagar dobrado o dia de cada funcionário. Muitos trabalhadores preferem trabalhar quando é feriado e fim de semana, exatamente pela compensação salarial. Afinal, a construtora paga o dobro. “Sábado e feriado vale o dobro da diária”, afirma o servente Devaldo (28 anos), que não abriu mão de trabalhar nos três dias de folia. Segundo ele, sua diária corresponde ao valor de 40 reais, R$ 4,40 por hora trabalhada. Durante o sábado e a terça-feira de carnaval, o dobro. “São nove horas de trabalho. Agora que a obra está sendo concluída eu removo entulho, corto piso e viro massa de gesso para o arremate. São nove horas diárias de trabalho braçal.” Ainda bem que a obra já está avançada, porque no início o trabalho é muito mais cansativo para Devaldo afirma que no início de uma obra, seu trabalho é muito mais cansativo. “Quando pego uma obra na fundação (fase inicial), faço escavação de sapatas manual. Viro concreto, faço carregamento de material e outras coisas mais”, conclui o servente enquanto peneira a areia.
Não foi somente a peãozada que trabalhou nos dias de folia. O engenheiro responsável pela obra, Luciano Lucas dividiu o expediente de sábado com sua estagiária. “Tem que ter alguém no controle das funções, marcando horário de entrega e fazendo cobranças para a obra andar”, explicou Lucas, que passou a arde do sábado de carnaval na obra para finalizar dois andares.
A construção civil tem é um dos carros-chefe do boom de Nova Iguaçu, principalmente no Centro. Essa sede imobiliária traz consigo o combate ao desemprego. São muitos os Devaldos que não estão mais brincando carnaval no bloco dos desempregados. É evidente que o salário não está lá essas coisas, mas pior que passar o carnaval trabalhando é ficar durante a folia sem um tostão no bolso.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pecado da Gula

Por Juliana Portella




Depois da matéria do famoso salgadinho amarelinho, vulgarmente conhecido como biscoito de isopor, dedicarei mais um texto à gastronomia popular. Falando de gastronomia real. Delícias populares. Comidinhas que todo mundo gosta. Com direito a endereço, preço e cardápio, prepare-se para encontrar dicas de guloseimas que fazem parte do cardápio da galera iguaçuana.
Gorduras à parte, numa dessas incursões Nova Iguaçu a fora é possível descobrir verdadeiras delícias. A lanchonete FROGS é muito conhecida pelo seu variado cardápio especializado em fast-food. Para quem quer fazer um lanche rápido, as sugestões são as mais atraentes. Entre tentações que vão de sanduiches a batata frita, sobressai o famoso ”Frogs-montanha”, feito com três fatias de pão, duas carnes, duas fatias de queijo, bacon e maionese. Essa montanha de sabor custa R$ 6,60 nos sabores carne e frango e R$ 9,30 no sabor picanha. "É uma boa opção pra quem quer matar a fome", aprova a estudante Thaline Flôres, que é fã numero um dos lanches do FROGs. Além de morar pertinho da lanchonete, na rua Ione Torres Ennes, mais conhecida como rua da Feira, Centro de Nova Iguaçu, Thaline estuda engenharia Civil na UGB, que também é bem perto da segunda sede da lanchonete, na Estrada Abílio Augusto Távora, em frente à Unig.

Quem deseja um hambúrguer mais simples pode optar pelo tradicional “Frogs-búrguer”, feito com pão, carne, salada e maionese, que custa R$ 3,20. O cardápio da famosa lanchonete conta também com sanduiches naturais por apenas R$ 5,50 “O que se destaca em sabor é o de ricota. Feito com um delicioso pão de forma integral levemente gratinado e servido com uma saborosa pasta de ricota umedecida, é de comer rezando”, garante Viviane Braz, que prefere uma refeição mais light quando vai à lanchonete. 
Para facilitar a vida de quem quer fazer uma boquinha rápida, foi criado o FROG´S DELIVERY. O atendimento de entrega a domicílio é feito a partir das 17h e vai até à meia-noite, todos os dias da semana, inclusive feriados.
Além dos famoso e irresistível fast-food, faz parte do cotidiano da galera de Nova Iguaçu o açaí. Um quitute congelado feito com polpa dessa fruta amazônica famosa pelo seu teor energético e vitamínico, batido com banana e guaraná.
Na rua da barraquinha da Dona Sueli, famosa pela venda dos salgadinhos que fazem parte da merenda da garotada na Rua Antonio Oliveira de Carvalho, no bairro de Cabuçu, temos uma academia onde naturalmente as pessoas se preocupam em manter a forma. Mas como nem tudo que reluz é ouro, encontramos uma cliente e aluna da academia que parece não se preocupar com o peso. "Se preocupar com a balança é bobagem. Comer é um dos maiores prazeres da vida, portanto nada de dietas rigorosas. Malhar tudo bem, parar de comer jamais", diz a dona de casa Clara, de 35 anos, que não resiste a um bom açaí com tudo que tem direito. Embora a massa congelada de poupa de açaí já seja altamente calórica, ela não dispensa a granola, amendoim torrado, flocos de arroz, granulado, jujuba, aveia, um canudinho de biscoito e uma dose caprichada de cobertura de chocolate. Mas Clara parece não ligar para o número de horas na esteira para queimar toda essa caloria. "Tomo um copo de 200 ml diariamente antes da academia", assume ela. "É para dar energia e ajudar no resultado da musculação."
De volta ao Centro de Nova Iguaçu, uma boa pedida é o X-Tudo do Russo. Localizado na esquina da Via Light com a Rua Dr. Luiz Guimarães, não existe outra opção para quem volta da balada na madruga. O delicioso hambúrguer é do tamanho da fome de quem curtiu uma cansativa noitada. O famoso X-tudo do Russo custa R$ 3,00.

Isopor na merendeira

Quem nunca comeu um salgadinho amarelinho na hora em que a fome apertou que atire a primeira pedra. Uma delícia que muito consideram besteira, o também conhecido como salgadinho de isopor faz o maior sucesso na hora em que bate aquela fominha fora de hora. O famoso salgadinho de milho apresenta uma grande variedade de sabor não dói no bolso: é encontrado por menos de R$ 1 nas melhores padarias e em qualquer barraquinha de doce. A guloseima preferida da garotada é o salgadinho tipo Skynni.

Presunto, churrasco, queijo, pizza e cebola. Um sabor para cada dia da semana. "Eu adoro esse salgadinho. É a minha merenda preferida", afirma pequeno Jeferson, de 8 anos. " Levo todos os dias para a escola. Ele me alimenta e eu ainda divido com meus colegas", acrescenta o estudante da 2ª série, que não dispensa um Fofura acompanhado de um geladinho suco de caju na merendeira.
Com uma grande variedade de sabor que não economiza no sal, o salgadinho Fofura é uma boa pedida. O chamado "pacote econômico" vem com 100 g de biscoito e é encontrado por apenas R$ 1,50 na barraquinha da Dona Sueli, na rua do Centro Escolar Alves de Lima, em Cabuçu.
Mas quando falamos em salgadinho não podemos deixar de lembrar do famoso Fandangos e Cheetos. São os mais vendidos e famosos graças às promoções com surpresa, que quase sempre eram figurinhas e tatuagens. Difícil encontrar quem nunca tenha usado uma tatuagem de salgadinho removível com água. É só tirar o plástico, molhar o papel e esperar um minutinho.