Hoje, Aleksander Henryk Laks, sobrevivente do Holocausto, esteve na UFRRJ e disse que mesmo depois de estar, por várias vezes, de frente com a morte não tem raiva de da vida. Uma grande história de superação. A melhor história que já ouvi na vida! Se você acha que sabe o que é sofrimento, veja isso que você vai mudar de ideia.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
domingo, 25 de setembro de 2011
Uma batalha sem armas
Jovens de periferia tem concurso para eleger melhor dançarino
Por Juliana Portella
A agitação começou nas redes sociais. Uma simples forma de se divertir entre jovens das comunidades cariocas está agitando o Rio de Janeiro. Com câmeras digitais ou celulares os meninos filmam suas performances e jogam no YOU TUBE. O desafio que virou moda e começa a conquistar relevância cultural na cidade mostrar que a favela é muito mais do que se fala por aí.
O 'passinho do menor' ou 'passinho do menos da favela' tem seu primeiro campeonato oficial: a Batalha do Passinho. As eliminatórias que foram realizadas em três favelas na Zona Norte: Borel (16 de setembro), Andaraí (17 de setembro) e Salgueiro(18 de setembro), teve sua final no ontem (25 de Setembro) no SESC da Tijuca. Gambá (3º lugar), Cristian (2º lugar) e Jackson (1º lugar) foram os grandes campeões da disputa.
Esse linha evolutiva da cultura negra que envolve frevo, samba, jazz e um tempero carregado no funk, o passinho veio pra mostrar que o movimento funk também é possível de ser feito disvinculado do crime e da erotização. O passinho está mostrando que na favela não tem só violência. A batalha aqui é com gingado. . É uma disputa de talentos, e o YouTube é o palco principal (confira o video abaixo e conheça o passinho).
(Fonte: http://www.blogdapacificacao.com.br/)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Parabéns ao Poeta
| Moduan Matus comemora seu aniversário no dia do escritor e lança três livros |
Na última segunda-feira (25/07), foi dia do escritor brasileiro e, para comemorar, muita poesia. Foi realizado, no espaço Cultural Sylvio Monteiro, o “Encontro de Poetas e Afins”. O grande destaque dessa noite de festa foi o lançamento simultâneo de três livros do poeta e também aniversariante, Moduan Matus. O presente foi em dose tripla. O poeta lançou os livros: “A Palavra”, “Quintais Tropicais” e “Poema Caótico”.
Aos cinquenta e sete anos, com dezessete livros publicados, o poeta que enfeitava as portas de estabelecimentos comerciais da Cidade de Nova Iguaçu com sua poesia a giz, lançou seu primeiro livro de poemas visuais, “A Palavra”. Essa nova manifestação literária caracteriza-se por valorizar a imagem. A poesia é reduzida ao mais simples. É uma composição harmônica da palavra que permite o ver e sentir da poesia. Em "Quintais tropicais" o autor nos presenteia com haicais – poema de origem japonesa representado em poucas palavras – . “A intenção foi tropicalizar esse poema de origem japonesa. Colocar a realidade daqui em três linhas. Conta Moduan sobre esse livro de haicais abrasileirado.
Para quem nunca estudou letras no meio acadêmico, Moduan Matus mostra que domina a poesia. “Eu nunca estudei letras. Comecei a estudar contabilidade mas não conclui. Tudo que sei sobre poesia aprendi devorando livros.” Revela.
O terceira obra, “Poema Caótico”, foi escrito de forma coletiva, por duzentos e sessenta e oito autores no decorrer de dez anos, organizado por Moduan e Sil.
O encontro reuniu muitos escritores da região. Estavam lá: Lilian Tabosa, Eudis Pestana, Henrique Souza, Marujo, Sil, Marcelo França, Silvio Silvícula, Cristiano Mello de Oliveira, Marcio Rufino e outros.
Tribos de poetas
Na região da Baixada Fluminense a militância literária é forte. Além do movimento Baixada Literária que transforma a região em uma grande biblioteca, existem coletivos que promovem encontros regularmente. A “Gambiarra Profana” de Belford Roxo, por exemplo, existe há onze anos e conta atualmente com a participação de vinte e três poetas que valorizam a produção textual coletiva. Além da "Gambiarra Profana" existem o “Pó de poesia” e o “Fulanas de Tal” que é formado somente por mulheres.
| O poeta Marcio Rufino, da Gambiarra Profana recitamdo um de seus poemas. |
| Moduan Matus comemora 57 anos em ritmo de poesia |
| Lilian Tabosa recita um de seus poemas |
terça-feira, 12 de julho de 2011
Cordel que vem com a Corda Toda
Por Juliana Portella
Nova Iguaçu em clima de poesia, rima, métrica e música. Vem aí o “Cordel com a Corda Toda”, um festival de cultura popular que será realizado entre os dias 13 e 16 de julho, de quarta a sábado, no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu. Com patrocínio da Eletrobras e apoio do Ministério da Cultura, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu e Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, o festival levará ao público uma maratona de atividades que resgata, celebra e discute a Cultura Popular Brasileira, tendo a Literatura de Cordel como referência. É um espaço de encontro de agitadores culturais da Região da Baixada Fluminense.
O festival levará ao público a oportunidade de conhecer um pouco mais da Literatura de Cordel. Entre as atividades, variadas e gratuitas, estão oficinas de teatro de cordel, composição de cordéis e xilogravura – técnica de gravura que se costuma utilizar nos folhetos – apresentação de repentistas, rodas de debates com pensadores da cultura popular e artistas, exposição fotográfica e apresentações de manifestações típicas com grupos folclóricos da Baixada Fluminense.
Além disso, o evento terá uma exposição com o resultado da primeira fase do projeto "Cordel com a Corda Toda" que começou em 2010 por iniciativa do grupo “Burburinho Cultural” que, além das oficinas na Baixada, percorreu a região Nordeste do país documentando em vídeo e em fotografia o que existe de mais genuíno nessa arte que chegou ao Brasil trazida pelos portugueses, se instalou na Bahia e foi, então, difundida pelo Brasil. O resultado das imagens coletadas pelo Nordeste gerou um documentário curta-metragem, que será lançado na abertura do evento.
Entre os destaques estão as apresentações de esquetes em teatro de cordel de muitos dos 340 alunos da rede pública de ensino que, diariamente, frequentam as oficinas de Literatura Cordel, Pontinho de Cultura em Nova Iguaçu, coordenada por Marcos Covask, ex-coordenador artístico da unidade do projeto “Nós do Morro”, em Nova Iguaçu, e professor de interpretação nas oficinas culturais do Museu da Maré.
Depois de meses de pesquisa, aprendizado e trabalho, chegou a hora de compartilhar a cultura do cordel com toda a comunidade e apresentar alguns dos mais importantes artistas populares brasileiros. O Festival Cordel com a Corda Toda será uma grande festa que tem como principal objetivo resgatar a importância do patrimônio imaterial brasileiro.
Para ver a programação acesse: http://projcordelcomacordatoda.blogspot.com/
Cineclube comemora 5 anos de sucesso
Por Juliana Portella
Na noite do último sábado – 02 de julho – o cineclube Buraco do Getúlio comemorou cinco anos de sucesso. O Buraco – como carinhosamente é chamado – reúne cinéfilos desde o ano de 2006, quando suas exibições ainda eram realizadas mensalmente no bar do Ananias. Depois de serem contempladas com um dos editais Cine Mais Cultura – Projeto do Ministério da Cultura que disponibiliza equipamentos audiovisuais de projeção digital –, as sessões do Buraco passaram a ser toda terça-feira, às 19h, no Espaço Cultural Sylvio Monteiro.
A programação dessa festa de aniversário contou com apresentação das bandas Cretina, spllash, Gente Estranha do Jardim e Charanga do Caneco, além de Dj’s e Vj’s entrelaçados pela vibe da música.
Nelson Ferreira Neto aproveitou o festejo para comemorar seu 32º aniversário junto com os amigos no Cineclube. Freqüentador do Buraco há 4 anos, o estudante de cenotécnica não perde a chance de encontrar as amizades e assistir um bom filme. “Conheci o Buraco através de outro cineclube, o Mate com Angu. Pra quem gosta desse clima underground e é apaixonado por cinema assim como eu, não há lugar melhor”, revela Ferreira Neto. O coordenador do projeto, Diego Bion, dedica esses cinco anos de muita agitação audiovisual a sua esposa Luana Pinheiro. “Devo muito à minha mulher por me aturar durante todos esses anos que sou cineclubista”, agradece Bion.
De seis anos de relacionamento, há cinco Luana divide com as atividades do Cineclube. Ela, que também faz parte da equipe contribuindo com muita dedicação, acompanhou todas as dificuldades e glória nesses cinco anos de trajetória. “Já brigamos muito por causa da rotina agitada dele com o Cineclube”, confessa Luana, que sempre acompanha as atividades junto com o filho do casal, o pequeno Ícaro.
Tanto comprometimento e paixão têm como resultado o sucesso e muitos seguidores. Hoje o Cineclube é referência na Região da Baixada Fluminense e oferece filmes sempre com um tema diferenciado, além de intervenções que envolvem música, teatro e tudo que é arte alternativa.
Mercadinho undergroud
Além de doses generosas de rock alternativo, quem prestigiou o 5º aniversário do Cineclube Buraco do Getúlio pode perceber que ali era um ótimo lugar para compras. Entre bolsas, franzines, cordéis e roupas, destacou-se a grife Poeme-se, que é responsável pela produção de camisetas poéticas.
Brinde Sugestivo
Durante o festejo, quem comprava uma cervejinha ou qualquer outra bebida no bar do Cineclube ganhava de brinde um preservativo. De acordo com Milena Manfredini – integrante da equipe do cineclube–, a distribuição é feita com intuito de conscientizar o uso da camisinha em prol do combate as DST´s – Doenças Sexualmente Transmissíveis.
domingo, 3 de julho de 2011
Cultura com a corda toda
Por Juliana Portella
Na tarde de hoje, 13 de julho, o Espaço Cultural Sylvio Monteiro foi tomado por um grande burburinho artístico. A abertura do Festival Cordel com a Corda Toda reuniu um público de peso para celebrar e discutir Cultura Popular, tendo a Literatura de Cordel como referência.
Os destaques desse primeiro momento da maratona que é esse festival, foram as apresentações de esquetes teatrais de muitos dos 340 alunos da rede pública de ensino que, diariamente, frequentam as oficinas de Literatura Cordel nos Pontinho de Cultura em Nova Iguaçu, coordenadas por Marcos Covask. "Pensamos em resgatar a cultura popular através da linguagem do teatro. Com esses novos adventos tecnológicos, é preciso preparar uma juventude para além do Orkut, do cibernético. A literatura de cordel é importante nesse sentido, resgata valores, trabalha literatura." Exclama Covask.
O resultado positivo das oficinas realizadas com as crianças é notório. Fazer arte para além da sala de aula estimula a prática da leitura e aprimora o desejo pelo ensino. "O teatro me ensinou as diferenças entre o que verso, poema e prosa. Meu comportamento mudou, até as minhas notas subiram na escola. Sou menos tímida e acho que descobri um talento " Conta a pequena Tayná Pereira, de 13 anos, estudante do 6º ano da Escola Estadual Machado de Assis, localizada no bairro da Prata, em Nova Iguaçu.
De acordo com Priscila Seixas, gestora de projetos da Burburinho Cultural, as oficinas que tiveram início em março deste ano na escolas são realizadas 2 vezes na semana em horário complementar as aulas regulares.
Missão da Cultura
O novo Secretário de Cultura, Anderson Batata, participou da abertura do festival e não economizou palavras em sua intervenção. Parabenizando os agitadores do "Cordel com a Corda Toda", Batata defendeu a bandeira de que cultura também é feita para além da sala de aula. E no que depender dele, a Cultura será destaque na Cidade daqui pra frente.
domingo, 15 de maio de 2011
Locadoras, um habitat em extinção.
Por Juliana Portella
Não há nada melhor que poder assistir àquele filminho no sofá de casa. Ir até uma tradicional vídeolocadora, ficar horas por aqueles corredores sortidos escolhendo qual filme levar. Olhando capas e lendo sinopse. As facilidades de acesso a filmes pela internet ou com o camelô da esquina ainda não substituíram a sensação de estar em uma locadora.
Porém, de alguns anos para cá, muitas locadoras estão fechando suas portas. Cada vez mais escassas , podem ser consideradas um hábitat em extinção. Os motivos são muitos. A facilidade de se baixar filmes pela internet, aumento de usuários de TV a cabo e concorrência com o comércio alternativo (camelô) são as principais causas.
A internet foi uma grande invenção. Essa nova tecnologia faz com que qualquer música ou vídeo esteja ao alcance de todos através da rede. Dá para contar nos dedos usuários que resistem ao copyleft.
Exceção a esse cenário que vem se apresentando é a Cavídeos, que há 14 anos procura ser muito mais que uma simples locadora. Localizada na cidade do Rio de Janeiro, no Humaitá, em Botafogo, além de disponibilizar vídeos para seus clientes, a locadora mostra seu diferencial ao organizar mostras, lançamentos de livros, filmes e tudo mais que possa atrair o público alvo. A videolocadora, que também é produtora e distribuidora cinematográfica, se destaca por ser um ponto de encontro de cinéfilos e amantes de arte.
Ser referência exige dedicação. “Sabemos que a diferenciação é o único meio de sobrevivência. Procuramos filmes que ninguém tem, nossos funcionários sabem muito sobre os filmes e sobre cinema de uma forma geral. Trabalhamos 24 horas e nunca fechamos nossa loja”, garante o cineasta e dono da locadora, Cavi Borges.
A locadora oferece curtas-metragens gratuitos, animações para adultos, filmes de surf, documentários raros e filmes importados, entre outras coisas diferenciadas. E é assim que a Cavídeos sobrevive à corda-bamba das locadoras.
Com um leque de estratégias que transformam a ida à locadora em uma experiência gratificante, não se espanta com a pirataria. Segundo Cavi, a pirataria é uma consequência natural dos preços abusivos praticados pelo mercado audiovisual. “Uma vez vieram me vender o DVD do filme Pixote por R$ 115. Poderia ter comprado cinco cópias e acabei comprando uma. No dia seguinte, vi o filme pirateado nos camelô por R$ 5. Como esperar que as pequenas locadoras sobrevivam com esses custos?”
As poucas locadoras de Nova Iguaçu que sobreviveram a essa nova era também têm suas estratégias. No Condomínio Vila Ângela, no bairro da Luz, existe uma “locadora-lanhouse-mercadinho”. Não necessariamente nessa ordem, segundo o técnico em edificações Felipe Souza, morador do condomínio. “A princípio era só uma locadora, agora a dona teve que fazer, além da locadora, um minimercado, lan house, mas a locadorinha ainda tá lá no cantinho“, diz Felipe Souza.
Seja por culpa da pirataria ou popularização da internet, o fato é que ter uma locadora não é mais um negócio lucrativo. No entanto, tem que haver luz no fim do túnel para essa realidade. As locadoras guardam a memória e arte do cinema que não se alcança com um clique
Não há nada melhor que poder assistir àquele filminho no sofá de casa. Ir até uma tradicional vídeolocadora, ficar horas por aqueles corredores sortidos escolhendo qual filme levar. Olhando capas e lendo sinopse. As facilidades de acesso a filmes pela internet ou com o camelô da esquina ainda não substituíram a sensação de estar em uma locadora.
Porém, de alguns anos para cá, muitas locadoras estão fechando suas portas. Cada vez mais escassas , podem ser consideradas um hábitat em extinção. Os motivos são muitos. A facilidade de se baixar filmes pela internet, aumento de usuários de TV a cabo e concorrência com o comércio alternativo (camelô) são as principais causas.
A internet foi uma grande invenção. Essa nova tecnologia faz com que qualquer música ou vídeo esteja ao alcance de todos através da rede. Dá para contar nos dedos usuários que resistem ao copyleft.
Exceção a esse cenário que vem se apresentando é a Cavídeos, que há 14 anos procura ser muito mais que uma simples locadora. Localizada na cidade do Rio de Janeiro, no Humaitá, em Botafogo, além de disponibilizar vídeos para seus clientes, a locadora mostra seu diferencial ao organizar mostras, lançamentos de livros, filmes e tudo mais que possa atrair o público alvo. A videolocadora, que também é produtora e distribuidora cinematográfica, se destaca por ser um ponto de encontro de cinéfilos e amantes de arte.
Ser referência exige dedicação. “Sabemos que a diferenciação é o único meio de sobrevivência. Procuramos filmes que ninguém tem, nossos funcionários sabem muito sobre os filmes e sobre cinema de uma forma geral. Trabalhamos 24 horas e nunca fechamos nossa loja”, garante o cineasta e dono da locadora, Cavi Borges.
A locadora oferece curtas-metragens gratuitos, animações para adultos, filmes de surf, documentários raros e filmes importados, entre outras coisas diferenciadas. E é assim que a Cavídeos sobrevive à corda-bamba das locadoras.
Com um leque de estratégias que transformam a ida à locadora em uma experiência gratificante, não se espanta com a pirataria. Segundo Cavi, a pirataria é uma consequência natural dos preços abusivos praticados pelo mercado audiovisual. “Uma vez vieram me vender o DVD do filme Pixote por R$ 115. Poderia ter comprado cinco cópias e acabei comprando uma. No dia seguinte, vi o filme pirateado nos camelô por R$ 5. Como esperar que as pequenas locadoras sobrevivam com esses custos?”
As poucas locadoras de Nova Iguaçu que sobreviveram a essa nova era também têm suas estratégias. No Condomínio Vila Ângela, no bairro da Luz, existe uma “locadora-lanhouse-mercadinho”. Não necessariamente nessa ordem, segundo o técnico em edificações Felipe Souza, morador do condomínio. “A princípio era só uma locadora, agora a dona teve que fazer, além da locadora, um minimercado, lan house, mas a locadorinha ainda tá lá no cantinho“, diz Felipe Souza.
Seja por culpa da pirataria ou popularização da internet, o fato é que ter uma locadora não é mais um negócio lucrativo. No entanto, tem que haver luz no fim do túnel para essa realidade. As locadoras guardam a memória e arte do cinema que não se alcança com um clique
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