terça-feira, 3 de abril de 2012

Parabéns Belford Roxo!

O aniversário de Belford Roxo, minha cidade natal, me leva a pensar na sua origem, que começou de forma humilde e despretenciosa. Em 22 anos de emancipação, quase a minha idade, pude acompanhar o crescimento de um município de grande potencial, essa terra de gente trabalhadora e de coragem, que tem fé em dias melhores. Lugar de muita potencialidade! É com muita alegria que registro seu crescimento. Vida longa!

                                      Ruas do Bairro de Andrade de Araújo receberam obras de pavimentação

domingo, 4 de março de 2012

Coisa de Mulherzinha

Por Juliana Portella

Beleza em primeiro lugar. A vaidade feminina cresceu e já faz parte da realidade da nova classe média brasileira. Quem acha que tratamento estético é privilégio de poucos, se engana. A mulher da classe C mudou o seu perfil. Ela trabalha, é independente e quer estar sempre linda. Elas fazem tudo pelo seu bem estar e uma boa aparência. Percebendo essa mudança, o mercado estético está apostando no poder de consumo e busca oferecer os serviços de acordo com a necessidade desse novo público. O resultado disso é o sucesso das clínicas e a satisfação das mulheres.

“Eu sou viciada em tratamentos estéticos. Chego a gastar metade do meu salário com tratamentos.”, conta a estudante de Engenharia, Raiane Rodrigues. Ela faz drenagem linfática e carboxterapia regularmente. Raiane, que é usuária dessas técnicas há menos de um ano, garante que tem obtido resultados no tratamento de gordura localizada, celulite e estrias, as vilães de qualquer mulher. “Estamos no verão, nada melhor do que usar um biquíni sem medo.” conclui a estudante.

De olho nesse novo público consumidor, os centros estéticos apresentam várias possibilidades para custear os tratamentos. A esteticista Thamires Alves, Dona do “Segredos da Beleza”, Localizado na Rua Pedrosa Lins, em frente à Unig, em Nova Iguaçu, oferece pacotes a preços populares e ainda parcela o pagamento: “ A maioria das minhas clientes são mulheres de 21 a 30 anos que trabalham. Pacotes de serviços para redução de medidas e combate à celulites são campeões de vendas.” Explica a esteticista.

Outra novidade que está fazendo o maior sucesso é o dia da noiva. Para muitas mulheres era apenas um capricho que acabava de fora da lista de coisas para o casamento. “Tudo bem que casamento requer muita preparação, as despesas são grandes. Casa nova, mobília, festa, buffet, lua-de-mel, etc, mas nessa lista infinita eu não abri mão de um dia de rainha”, explica a professora recém casada, Luana Mello, de 28 anos, que no dia do seu casamento, desligou o celular e foi para o SPA “Monique Gracielle”, onde recebeu tratamento vip e ficou linda para a noite mais feliz de sua vida.
Segundo pesquisa recente do Instituto de Pesquisa Data Popular, as mulheres da nova classe média já são metade das mulheres do país. Esses índices representam que a vaidade está além do consumismo. É uma ferramenta para a inclusão social. As mulheres emergentes estão se mostrando para o mundo. Mostrando que não queimaram sutiãs à toa.





sábado, 22 de outubro de 2011

Um novo jeito de comunicar

A notícia ao alcance de um clique  antecipa o desaparecimento do jornal impresso

Por Juliana Portella

O jornal impresso está com os dias contados. Com as novas possibilidades de se ter informação e as novas tecnologias disponiveis no mercado, principalmente o  tablet, é possivel que o jornaleiro ali da esquina saiba, contando nos dedos, o numero de clientes que ele teve em um dia. A emergência que se tornou a web nos coloca num novo eixo de tempo e espaço. Existe uma nova realidade. É chegada a nova era.

Como futura jornalista, confesso que essa história de fim de jornal impresso me deixou meio 'incafifada'. Eu sempre quis fazer jornalismo escrevendo. Gosto disso e acho que me daria bem na área.  "Mas e agora, o que será de mim? menos uma plataforma de trabalho." Engano o meu,  pensar assim. Publicar em jornal não é a única forma de ser jornalista no mundo.  

A internet apresenta uma nova maneira de se fazer comunicação sem se prender a plataformas. A web exige um profissional multimídia onde saber escrever é só o começo. Tem que saber escrever bem, fotografar bem, fazer vídeos - mesmo que seja com o celular- bem, twittar bem, hasteguear bem e por aí vai. Um verdadeiro mar de possibilidades que não deixam o profissional sequer cair na rotina.

Fico feliz e ainda mais empolgada com essa realidade virtual que chega sorrindo pra quem está se formando agora. 

E você, ainda lê jornal impresso?

sábado, 15 de outubro de 2011

Terraço Espacial de Eddu Grau

Por Juliana Portella




Na tarde ensolarada do domingo, 19 de junho, tive o prazer de acompanhar a décima produção do Periferas Musicais. O personagem foi  Eddu Grau. Muito talentoso e simpático, o rapaz recebeu a equipe no terraço de sua casa no Complexo do Alemão, lugar onde nasceu e foi criado.
Ao chegar, fomos surpreendidos com preparativos para um churrasco. Enquanto montávamos e conferíamos o equipamento, Eddu e seu produtor e amigo Sammuel traziam os talheres, montavam a churrasqueira e providenciavam a cerveja. Lógico que nesse clima agradável não podia faltar o que de fato mais importava naquele momento: muita música. Com seu violão, o cantor e compositor Eddu Grau nos presenteou com múltiplas doses de seu talento.

A música de Eddu se destaca pelo ritmo delicioso que mistura MPB, reggae e uma pitada da malandragem do Rap. Com uma linguagem descontraída, contagia qualquer pessoa. Foi em sua adolescência, quando seus pais o mandaram para a casa dos avós em João Pessoa, no Estado da Paraíba, com medo que o crime viesse a influenciá-lo, que o rapaz  traçou sua relação de amor com a música. “Não estou preocupado em fazer sucesso, muito menos com a quantidade de pessoas que  escutam meu som. O mais importante é que percebam que minha música tem alma”, afirma Eddu Grau, que dá mais importância em como as pessoas o ouvem do que propriamente com a quantidade.

O perifera pretende ir além do lugar comum. Para ele, música tem que fazer sentido. Fazer pensar e tem que refletir a realidade. “A comunidade está respirando novos ares. Para além do funk. Faço música da comunidade para a comunidade. Componho aqui e solto ali na praça”, diz nosso Perifera, que vê sua música descendo as vielas do Alemão e alcançando esferas cada vez maiores.

Com o chegar da noite, um exuberante pôr do sol enfeitou o céu do Alemão e o clima familiar de churrasco na laje do nosso Perifera brindou a vista incrível.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Estive de frente com o homem que venceu Hitler

Hoje, Aleksander Henryk Laks, sobrevivente do Holocausto, esteve na UFRRJ e disse que mesmo depois de estar, por várias vezes, de frente com a morte não tem raiva de da vida. Uma grande história de superação. A melhor história que já ouvi na vida! Se você acha que sabe o que é sofrimento, veja isso que você vai mudar de ideia. 





domingo, 25 de setembro de 2011

Uma batalha sem armas

Jovens de periferia tem concurso para eleger melhor dançarino
Por Juliana Portella 

A agitação começou nas redes sociais. Uma simples forma de se divertir entre jovens das comunidades cariocas está agitando o Rio de Janeiro.  Com câmeras digitais ou celulares os meninos  filmam suas performances e jogam no YOU TUBE. O desafio que  virou moda e começa a conquistar relevância cultural na cidade  mostrar que a favela é muito mais do que se fala por aí.

O 'passinho do menor' ou 'passinho do menos da favela' tem seu  primeiro campeonato oficial: a Batalha do Passinho. As eliminatórias que foram realizadas em três favelas na Zona Norte: Borel (16 de setembro), Andaraí (17 de setembro) e Salgueiro(18 de setembro), teve sua final no ontem (25 de Setembro) no SESC da Tijuca.    Gambá (3º lugar), Cristian (2º lugar)  e Jackson (1º lugar)    foram os grandes campeões da disputa.

  Esse linha evolutiva  da cultura negra que envolve  frevo, samba, jazz e um tempero carregado no funk, o passinho veio pra mostrar que o movimento funk também é possível de ser feito disvinculado do crime e da erotização. O  passinho está mostrando que na favela não tem só violência. A batalha aqui é com gingado. . É uma disputa de talentos, e o YouTube é o palco principal (confira o video abaixo e conheça o passinho).                



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Parabéns ao Poeta

Moduan Matus comemora seu aniversário no dia do escritor e lança  três livros


Na última segunda-feira (25/07), foi dia do escritor brasileiro e, para comemorar, muita poesia. Foi realizado, no espaço Cultural Sylvio Monteiro, o “Encontro de Poetas e Afins”.   O grande destaque dessa noite de festa foi o lançamento simultâneo de três livros do poeta e também aniversariante, Moduan Matus. O presente foi em dose tripla. O poeta lançou os livros: “A Palavra”, “Quintais Tropicais” e  “Poema Caótico”.

Aos cinquenta e sete anos, com dezessete  livros publicados, o poeta que enfeitava as portas de estabelecimentos comerciais  da Cidade de Nova Iguaçu com  sua poesia a giz, lançou seu primeiro livro de poemas visuais, “A Palavra”. Essa nova manifestação literária caracteriza-se por valorizar a imagem. A poesia é reduzida ao mais simples. É uma composição harmônica da palavra que permite o ver e sentir da poesia. Em "Quintais tropicais" o autor nos presenteia com haicais –  poema de origem japonesa representado em poucas palavras –  . “A intenção foi tropicalizar esse poema de origem japonesa. Colocar a realidade daqui em três linhas. Conta Moduan sobre esse livro de haicais abrasileirado.

Para quem nunca estudou letras no meio acadêmico, Moduan Matus mostra que domina a poesia. “Eu nunca estudei letras. Comecei a estudar contabilidade mas não conclui. Tudo que sei sobre poesia aprendi devorando livros.” Revela. 

O terceira obra, “Poema Caótico”, foi escrito  de forma coletiva, por  duzentos e sessenta e oito autores no decorrer de dez anos, organizado por Moduan e Sil.

O encontro reuniu muitos escritores da região. Estavam lá: Lilian Tabosa, Eudis Pestana, Henrique Souza, Marujo, Sil, Marcelo França, Silvio Silvícula, Cristiano Mello de Oliveira, Marcio Rufino e outros.

Tribos de poetas

Na região da Baixada Fluminense a militância literária é forte. Além do movimento Baixada Literária que transforma a região em uma grande biblioteca, existem  coletivos que promovem encontros regularmente. A “Gambiarra Profana” de Belford Roxo, por exemplo, existe há onze anos e conta atualmente com a participação de vinte e três poetas que valorizam a produção textual coletiva.  Além  da "Gambiarra Profana" existem o “Pó de poesia” e o “Fulanas de Tal” que é formado somente por mulheres.

O poeta Marcio Rufino, da Gambiarra Profana recitamdo um de seus poemas.

Moduan Matus comemora 57 anos em ritmo de poesia

Lilian Tabosa recita um de seus poemas