terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nova Iguaçu ganha Centro de Direitos Humanos

No dia  15 de agosto de 2013,  a ONG ComCausa  inaugurou sua nova sede,  'Espaço de Convivência do Centro de Referência em Direitos Humanos - Espaço Raphael Silva Couto', na Rua Otávio Tarquinio 1046 – Centro Nova Iguaçu.

“O nome é uma homenagem a um jovem que foi assassinado na Chacina da Baixada lamentavelmente  ocorrida em 31 de março de 2005, e também em memória a todas as vítimas da violência em nossa região. A proposta é que o nosso espaço seja uma casa de encontro, um espaço físico no qual serão implementadas ações de defesa e promoção dos Direitos Humanos.” , explicou o diretor da ComCausa, Adriano Dias, ao lado de Luciene Silva, mãe de Raphael e hoje uma colaboradora da entidade.

Emocionada, Luciene lembrou que se não fosse o apoio da ComCausa na época da Chacina, não teria força suficiente para, junto com outras famílias vitimadas pela violência, gritar pelo fim da impunidade. Ela falou também do seu  desejo, de militar em prol dos direitos humanos e  confortar a vida de outras vítimas de violência, em todos os seus segmentos.

Na ocasião, também  foi apresentada a nova equipe do Centro de Referência de Direitos Humanos (CRDH) da ComCausa, parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com a presença de Biel Rocha, Secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
“Essa é a maior representação de força que eu já vi numa entidade. A ComCausa está de parabéns.” disse o Rodrigo Amorim - Secretário Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Nilópolis. O Deputado Federal Edson Santos também esteve no evento.

sábado, 20 de julho de 2013

Do lado esquerdo do peito

“Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração...”. Assim já dizia Milton Nascimento na música Canção da América. Ter um amigo para dividir as alegrias, as vitórias e até mesmo as frustrações é um grande privilégio, pois somente quem tem um, saberá dizer a importância deste dia inteiramente dedicado a ele.  

Amizade é presença contínua, lealdade, cumplicidade; é amor. O Dia do Amigo é comemorado em 20 de julho. A ideia de sua criação surgiu com o professor o mundo. Em 1979, a celebração tornou-se oficial na Argentina através do Decreto nº 235/79. Em razão da comemoração e da criação da data, Enrique Febbraro foi homenageado, recebendo duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz. O Brasil logo adotou o Dia do Amigo, pois possui uma população acolhedora, simpática e calorosa. 

Faz parte do perfil do povo brasileiro ser hospitaleiro e fazer muitas amizades. A amizade é conceituada como sentimento de afeição recíproca, de simpatia e solidariedade, de perfeito entendimento entre grupos de pessoas. É um  relacionamento social que geral concordância de sentimentos, posição de respeito ao outro, mesmo com opiniões diferentes.

Amigo é aquele que estende a mão, que faz críticas construtivas, que sofre com as angústias e problemas do outro. Está sempre do lado, dando força e incentivando a lutar e a não desistir dos sonhos. Como todos querem viver em harmonia, é bom se permitir a fazer amizades. Ao encontrar um colega no corredor, seja cordial. 


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dias de luta, dias de glória

Semana passada, um milhão de pessoas foram as ruas. Há um pouco mais de uma semana, no dia 10, cerca de 5 mil pessoas foram violentamente reprimidas pela Policia Militar paulista na Avenida Paulista, símbolo da cidade de São Paulo. Com a transmissão dos horrores provocados pela PM pela internet, muitas pessoas se mobilizaram para participar do ato seguinte, que seria realizado no dia 13. A pauta era a revogação no aumento das tarifas de ônibus. E agora a coisa já é bem maior.

Não há uma pauta clara nos protestos. O movimento está difuso. Isso é muito ruim. Já fui às ruas, na época em que era estudante secundarista, mas eu e minha geração tínhamos uma bandeira de luta: o passe livre. Está faltando unidade.

A primeira característica deste grande  movimento é que começam na internet e depois se movem para o cenário urbano. No mundo real, celulares à mão, repetem a estrutura das redes sociais para se informar. A informação e os acordos são construídos assim, em rede. Lição número um: não há líderes.

A política brasileira está inoperante. Sou a favor do protesto inteligente. Não quero defender um discurso antí-politico, mas essa onda de manifestações devem ter origem, lado, unidade. Acredito e acho lindo o movimento que nasce da  indignação,  passa pelas ruas. É emocionante. Mas se não gerar resultados nas urnas.

Ontem mesmo um jornalista na Globo News foi atingido por uma bala de borracha. O Colega estava tralhando, não pediu para estar ali. Por causa de meia dúzia de vandalos, ele foi atingido pela polícia.

Tudo depende que sejamos líderes de nós mesmos em primeiro lugar pois após milênios de impregnação opressiva a maior parte de nossos pensamentos, afetos e percepções não são nossos mesmos, mas atravessamentos de discursos.. Para sermos livres e liderando a cada um de nós de maneira efetivamente livre co-liderarmos em rede os nossos destinos!

Como acho a esperança um dos mais belos sentimentos para se ter e como acredito muito nas pessoas e nas mudanças, fiquei feliz que Dilma tenha prometido 100% dos royalties do petróleo para a educação. Acho que estamos diante de uma nova era. Brasil é o país do futuro. Tenhamos esperança e vamos à luta sim!


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Favela Orgânica



Sabores e lições de uma gastronomia 100% sustentável

Era um domingo de sol. Acordei entusiasmada para sair de Nova Iguaçu rumo à Babilônia, no Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro. Levei a minha Nikon D3000 e, depois de duas horas de viagem, cheguei à casa da Regina Tchelly, uma nordestina de 32 anos e criadora do projeto “Favela Orgânica”, que através de suas ações, tem transformado a comunidade.

Apesar de ter virado um empreendimento, o Favela Orgânica ainda mantém seu princípio social. As oficinas de gastronomia alternativa são realizadas todas as quintas-feiras na Associação de Moradores da Babilônia, gratuitamente. Além das oficinas, Regina Tchelly está montando hortas para os moradores da comunidade. “Já foram feitas 22 hortas. A meta inicial é de 100”, conta. “A única coisa que eu peço é a boa vontade, amor e tempo para regar”.

A dona de casa Marli Rugge aceitou a horta e pretende se alimentar muito melhor a partir de agora. “Conheço Regina há quase onze anos e ela é um exemplo para toda a comunidade. Além de ter que sustentar sua família, se compromete em ajudar aos outros”, conta. “Aos poucos a comunidade está sendo vista com um olhar de potencialidade. Através do trabalho desenvolvido pela Regina, alguns moradores da comunidade tem se reeducado. Tenho muito orgulho de ser parte dessa modificação”, conclui Marli.
A motivação para o projeto surgiu da indignação de Regina Tchelly, que veio da Paraíba, e ao chegar ao Rio de Janeiro ficou surpreendida com a quantidade alimentos que era desperdiçada ao final das feiras. “Não é justo desperdiçar tanto alimento. Nas partes rejeitadas está concentrada a maior parte dos nutrientes das frutas e verduras”, afirma Tchelly. 

O ciclo do alimento: aproveitamento total

A ideia é aproveitar tudo do alimento, da casca ao caroço. “Queremos tratar o alimento com respeito”, diz Tchelly, que nunca foi cozinheira profissional. A experiência que tem foi adquirida em cozinhas domiciliares enquanto trabalhou como empregada doméstica.

Regina conta que o que não pode ser aproveitado torna-se adubo para pequenas hortas. Isso reflete em um aproveitamento de 100% do alimento. “As sobras viram compostos que vão para o adubo orgânico e do adubo volta para o alimento”, explica Tchelly, enquanto prepara um delicioso macarrão cremoso com casca de abóbora para o almoço de domingo.

O projeto já contagiou a comunidade e pretende crescer mais

Apesar de toda visibilidade e reconhecimento, o projeto ainda tem muito que avançar e precisa de ajuda.  Para colocar em prática o ciclo do alimento, Regina ainda precisa de espaço. “Pretendo abrir uma cantina-escola. Um espaço onde eu possa dar as oficinas, cultivar hortas e comercializar pratos. O projeto que é totalmente sustentável é referência de país de primeiro mundo. Mas para isso preciso de financiamento”, conta a empreendedora que está de olho nos editais.

Empresas começaram a solicitar palestras para seus funcionários sobre aproveitamento das sobras dos alimentos e também a pedir o serviço de bufê para eventos corporativos. Ano passado, Regina Tchelly e sua equipe participaram de muitos debates sobre economia doméstica e sustentabilidade na Rio+20.

Feijoada vegetariana, Risoto de Casca de Melancia, Arroz de Folhas Verdes, Moqueca com talos de legumes, bolo de casca de banana, macarrão cremoso com cascas de inhame, yakissoba de casca de melancia, são algumas das iguarias criadas por Regina Tchelly e que fazem o maior sucesso de mesa em mesa.

Julia Santana, 24 anos, estudante de arquitetura da UFRJ, sobe a ladeira do Chapéu para participar das oficinas. “Acredito muito no projeto, pois tem um grande potencial de modificação e tem modificado meus hábitos”, declara a estudante.

“Economia doméstica, reeducação alimentar e sustentabilidade são valores da Favela Orgânica que enxerga hábitos alimentares do cotidiano como uma possibilidade de saúde, economia e aumento da renda familiar. Isso é genial e tenho orgulho de fazer parte desse movimento”, conclui.














Texto e fotos: Juliana Portella
publicado em vivafavela.com.br  


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Força!!

Realizado no domingo, 4 de novembro , o primeiro Campeonato de Supino coordenado pelo professor e diretor da academia Camarte Fitness, Giovanni Camarte, a competição aconteceu na Praça do Conjunto Dom Bosco, Nova Iguaçu e envolveu a participação de 15 competidores.

A organização do campeonato também contou com ajuda da professora Bianca Alves. O levantamento de peso no supino é um exercício de força que surgiu nos Estados Unidos, nas décadas de 1950 e 60, a partir de antigos exercícios que eram praticados por levantadores de peso olímpico e fisiculturistas.

“O exercício consiste em o levantador, deitado em um banco, retirar a barra de um suporte (com ajuda de um auxiliar central), descê-la até bem próximo dos músculos do peitoral e, em seguida, reerguê-la até a extensão dos cotovelos nesta fase excêntrica do movimento, o competidor traz a barra em uma distancia de 5 cm de seu tórax. Já na segunda parte do movimento, o competidor executa a extensão de cotovelo deixando-o semi-flexionado” explica o professor Camarte.

O Grande campeão foi o Jovem Douglas Vinicius Silva, 19 anos. “ Treino diariamente com 90kg, vim competir só para ver onde chegava e para minha surpresa venci.” Comemora o atleta que venceu levantando uma barra de 110 kg

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Atriz Global solta a 'Língua'


 Por Juliana Portella
Humberto Assumpção, Flávio Carriço e Ana Bittercoutt ensaiam


                       A casa de Cultura de Nova Iguaçu recebe em novembro, com grande estilo, o espetáculo ‘Língua’, de Humberto Assumpção. A comédia é dirigida por Anja Bittercourt, diretora de sucesso de ‘Terapia do Riso’ e ‘Quem tem...tem medo’. Anja, que tem em seu currículo mais de 20 trabalhos na TV está muito confiante no sucesso do espetáculo. “Eu enxergo a língua como uma comédia refinada. O Humberto é dono de um humor inteligente, que me seduziu na primeira leitura do texto.” Revela entusiasmada a atriz que teve sua última aparição na TV Globo nas últimas semanas quando interpretou Clemência, a parteira que trocou o bebê de Isabel (Camila Pitanga) por um bebê morto na novela ‘Lado a lado’. Anja estará em 2013 na telona protagonizando Dona Conceição no filme Dercy de Verdade.
                      A peça fala de entropia, verborragia, relacionamento e sexo. Humberto Assumpção e Flávio Carriço interpretam Márcia e Marcelo. Ela, uma mulher madura, inteligente e apressada para encontrar o homem perfeito. Ele, um jovem galanteador “cheio de fogo”. Ambos, tomam o palco com seus diálogos em um encontro cheio de surpresas e muito divertido.
                   O espetáculo estará em cartaz nos dias 9 e 10 de novembro, às 20h. Ingressos a venda no local (R$ 10 antecipado). A Casa de Cultura de Nova Iguaçu fica na Rua Getúlio Vargas, nº 51.